A carne de caça de lebre é valorizada pelo seu sabor intenso e característico, que é mais forte que o do coelho, e pela sua riqueza em proteínas, vitaminas B, ferro, zinco e magnésio. É ideal para pratos de cozimento lento, como ensopados e guisados tradicionais, que realçam a sua textura.
As principais diferenças entre coelhos e lebres estão no tamanho, nas orelhas, no habitat, no comportamento social e na reprodução. As lebres são maiores, com orelhas e patas traseiras mais longas, vivem em campos abertos e são mais solitárias, enquanto coelhos são menores, vivem em tocas e são mais sociais. Os filhotes de lebre nascem mais desenvolvidos (com olhos abertos e pelos), e os de coelho nascem indefesos.
A lebre foi consumida pelo ser humano desde o Neolítico, embora a sua história alimentar seja complexa: em algumas culturas, como a chinesa, as lebres foram alimentadas com milho em vez de serem caçadas, possivelmente por razões religiosas ou como animais de estimação, o que sugere uma relação diferente da simples caça para alimentação. As lebres são naturalmente herbívoras e a sua caça para consumo foi uma prática comum ao longo da história, especialmente em épocas de escassez.
Em Portugal o consumo de carne de lebre está normalmente associado a apaixonados pela atividade da caça, é um verdadeiro petisco muito apreciado por quem aprecia carnes de sabor intenso. Não aparece muito vulgarmente em cartas de restaurantes, mas onde aparece é facilmente a razão de reuniões de amigos á mesa, a rainha da festa, o motivo dos almoços ou jantares. Facilmente as pessoas se deslocam kms para ir a um lugar específico apenas pelo pretexto de ir degustar aquela receita especial de carne de lebre.
PRATOS TRADICIONAIS COM LEBRE:
.Lebre á D. Carlos.
.Civet de lebre.
.Arroz de lebre.
.Feijoada de lebre.
.Lebre frita.
.Chanfana de lebre.

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